Tiago Medrado contesta Prefeitura e apresenta documentos sobre possível transferência do hospital para escola
Documentos do Conselho Municipal de Educação reforçam o debate após a Prefeitura negar que tenha planejado transferir temporariamente o Hospital Régis Pacheco para uma unidade escolar.
Uma série de documentos oficiais e manifestações públicas elevou a temperatura do debate sobre a reforma do Hospital Municipal Régis Pacheco, em Canavieiras. O centro da controvérsia é a possibilidade de utilização das instalações da Escola Municipal Comunitária São Boaventura como estrutura temporária para o funcionamento da unidade hospitalar durante as obras.
Enquanto a Prefeitura de Canavieiras divulgou nota afirmando que a informação é “completamente falsa”, documentos assinados pela presidente do Conselho Municipal de Educação (CME), Maria Aparecida de Souza Andrade, indicam que o órgão foi oficialmente provocado a se manifestar sobre essa possibilidade e encaminhou questionamentos à administração municipal.
Conselho diz que não foi consultado
Em ofício protocolado na Prefeitura, o Conselho Municipal de Educação informa que tomou conhecimento da intenção de transferir temporariamente a estrutura do hospital para a escola, mas afirma que não participou de qualquer consulta ou vistoria técnica relacionada à proposta.
Entre os pontos levantados pelo CME estão a necessidade de apresentação de um cronograma oficial da obra, estudos de adequação do espaço, pareceres da Vigilância Sanitária, plano para atendimento dos alunos e documentação que justificasse administrativamente a utilização do prédio escolar.
Ofícios foram enviados ao Ministério Público e à Câmara
Além do prefeito e da Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Municipal de Educação encaminhou cópias da manifestação ao Ministério Público da Bahia e à Comissão Permanente de Educação da Câmara de Vereadores de Canavieiras.
Nos documentos, o CME informa que decidiu comunicar os órgãos fiscalizadores porque, segundo relata, não participou das discussões sobre a eventual utilização da escola para atividades hospitalares.
Vereador Tiago Medrado critica condução do caso
Em suas manifestações, o parlamentar afirmou não ser contrário à reforma do hospital, mas criticou o que classificou como falta de planejamento da gestão municipal. Segundo ele, reuniões sobre a possível transferência teriam ocorrido antes da divulgação da nota oficial da Prefeitura.
Após a publicação da nota negando a existência da proposta, Tiago voltou a afirmar que houve discussões internas sobre o tema e acusou a administração de recuar quando percebeu que houve muita repercussão negativa.
Essas declarações representam o posicionamento do vereador.
Prefeitura nega transferência
Em nota oficial divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura de Canavieiras afirmou ser “completamente falsa” a informação de que o Hospital Municipal Régis Pacheco seria transferido para o Colégio Municipal 15 de Outubro durante as obras.
O comunicado sustenta que o projeto de reforma foi planejado para garantir a continuidade dos atendimentos sem prejuízo à população e atribui a divulgação da informação a uma “falácia sem qualquer fundamento”.
Até o momento, a administração municipal não divulgou esclarecimentos específicos sobre os ofícios encaminhados pelo Conselho Municipal de Educação.
Debate segue aberto
A existência dos documentos protocolados pelo Conselho Municipal de Educação amplia o debate sobre como será conduzida a reforma do Hospital Régis Pacheco e quais medidas serão adotadas para assegurar tanto a continuidade da assistência à saúde quanto o funcionamento regular da rede municipal de ensino.
Com o encaminhamento da documentação ao Ministério Público e ao Poder Legislativo, o tema poderá ser objeto de novos esclarecimentos por parte dos órgãos envolvidos.


